Nas organizações de trabalho, as principais estratégias para motivar os colaboradores são via salário. O dinheiro é uma fonte de motivação importante, porque ele é um caminho que leva à satisfação de necessidades fundamentais, como casa, comida, transporte, etc.
Entretanto, o dinheiro, como estratégia principal de reforçamento, encontra desafios quando as necessidades mais fundamentais estão supridas. Além de atrapalhar a atividade criativa, é sabido que as pessoas querem mais que dinheiro. Desejam automomia, relações humanas satisfatórias, perceberem que produzem algo útil, em fim, desejam um trabalho com sentido.

O reconhecimento social é altamente relevante, porque, com base na história evolutiva humana, é muito antiga a nossa necessidade de nos sentirmos parte e de termos um papel importante no grupo – isso garantia nossa sobrevivência e reprodução. O radar do cérebro social está sempre ligado, monitorando o ganho ou a perda de reputação nos acontecimentos, de maneira automática. Naturalmente, existem níveis de reconhecimento social. Ser elogiado pela escolha da roupa do dia é diferente de ganhar um prêmio Nobel, porque implica efeito diferente na reputação.
Como efeito dessas constatações, o reconhecimento tem implicação prática e poderosa como estratégia para motivar, dar sentido ao trabalho e reforçar comportamentos desejados, além de não custar dinheiro! Basta fomentar a generosidade e criar hábito do reconhecimento de uns para com os outros – o que, naturalmente, pode ter seu custo de formação dessa cultura.
Dentro do escopo da estratégia do reconhecimento, vale ressaltar que é preciso que o reconhecimento seja genuíno, porque o cérebro se afasta ou desconsidera o falso, já que não leva à percepção de real ganho de reputação, mas sim à percepção de ameaça – por que estão sendo falsos comigo?
